Loira!
Sinto crescer algo em mim! e não é o meu conhecimento em finanças
públicas. é sim algo que iluminado pelo dourado do seu cabelo e pelo
doce mascar da sua pastilha elástica de morango. Sinto vontade de chorar
o belo tem esse efeito em mim.
Les enfants terribles
Temos a arte para não morrer da verdade
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Notas do ISEL I
As suas duas pernas, que iludem o meu olhar rápido, parecendo duas canetas,
As suas duas pernas escrevem pelo chão um pedido de penetração, mais angostiante que um desesperado pedido de ajuda de o maior dos moribundos
As suas duas pernas!
As suas duas pernas!
Ao roçar emitem um urro, um grito surdo de um desejo de penetração, firme e rápida.
terça-feira, 16 de abril de 2013
Azores
Transforma-se em náusea
O vento que te sopra
O desejo que te empurre
Num mar que se perde
Na matéria que se assume
Intemporal o desafio
Os obstáculos que derruba
O marinheiro que fuma
Em transe onírico
Nos recessos da alma
Inconscientes nos sentávamos
Na proa do passado
E ao futuro reservamos
Os excessos que não fizemos
Naquele outro mundo
Imaginávamos os Açores
Dos gigantes adormecidos
Ate desabarem os olhares
No espesso das rochas
No concreto do céu
Á deriva sob um tecto
De um império particular
Em descrédito nos encontro
A manchar com ficção
O bom nome deste lugar.
O vento que te sopra
O desejo que te empurre
Num mar que se perde
Na matéria que se assume
Intemporal o desafio
Os obstáculos que derruba
O marinheiro que fuma
Em transe onírico
Nos recessos da alma
Inconscientes nos sentávamos
Na proa do passado
E ao futuro reservamos
Os excessos que não fizemos
Naquele outro mundo
Imaginávamos os Açores
Dos gigantes adormecidos
Ate desabarem os olhares
No espesso das rochas
No concreto do céu
Á deriva sob um tecto
De um império particular
Em descrédito nos encontro
A manchar com ficção
O bom nome deste lugar.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Chegada de Rei Artur à Terceira
Por vezes
Sou um tiro no escuro
Um satélite de Neptuno
Um passo do Gigante
Digo imprudente
Faço elegante
O acto de viver.
Chego à Praceta
Os anjos cospem-me na cabeça
Viajo alto, saltitante.
Todos me olham.
gostaria que o cigarro durasse para sempre,
mas está na brevidade galopante a sua sedução.
Calo-me
Em silêncio anuncio a minha chegada
Atiro a beata para o chão.
Monto um cavalo selvagem
Rápido e impressionante
De condução ressonante
Que não consigo domar.
Chamo-lhe Instante
Ele ergue-se quando o mando parar
Meio aflito
Acho-me incrivelmente distante
Finjo que o mandei levantar
Ponho um ar altivo
Admirem-me!
As pessoas acham estranho
Ver-me em cima do cavalo
Cavaleiro Indulgente
Agitador Experiente
Extraterrestre
Dirijo-me ao povo:
Venham ver o novo Rei
Eu me auto proclamei
O meu ceptro entre as pernas
Não existe castelo
que não tenha derrubado
Feitiço que não tenha lançado
Chamem-me Rei Artur.
Cinco minutos de gritos e gargalhadas
Meninas deslumbradas
Bosta de cavalo.
Sou um tiro no escuro
Um satélite de Neptuno
Um passo do Gigante
Digo imprudente
Faço elegante
O acto de viver.
Chego à Praceta
Os anjos cospem-me na cabeça
Viajo alto, saltitante.
Todos me olham.
gostaria que o cigarro durasse para sempre,
mas está na brevidade galopante a sua sedução.
Calo-me
Em silêncio anuncio a minha chegada
Atiro a beata para o chão.
Monto um cavalo selvagem
Rápido e impressionante
De condução ressonante
Que não consigo domar.
Chamo-lhe Instante
Ele ergue-se quando o mando parar
Meio aflito
Acho-me incrivelmente distante
Finjo que o mandei levantar
Ponho um ar altivo
Admirem-me!
As pessoas acham estranho
Ver-me em cima do cavalo
Cavaleiro Indulgente
Agitador Experiente
Extraterrestre
Dirijo-me ao povo:
Venham ver o novo Rei
Eu me auto proclamei
O meu ceptro entre as pernas
Não existe castelo
que não tenha derrubado
Feitiço que não tenha lançado
Chamem-me Rei Artur.
Cinco minutos de gritos e gargalhadas
Meninas deslumbradas
Bosta de cavalo.
O efeito surgiu-me....
Antes fez surgir
um voo lento
sem causa dominadora, sem tempo;
Neste mundo errado
Apenas desejo o limite que pode ser pensado
Um acaso não proporcionaria tamanha felicidade
e nada disto é complicado
Procurando a finalidade das coisas criadas
Encontro respostas inusitadas
Perco-me com tanta simplicidade
A razão de mim se evade.
E o sono é a fuga perfeita
para o demesurado sentimento
Afago o pesar emergente
Conservo-me neste estado atraente
De apenas me contentar
Não de viver, mas de sonhar.
Antes fez surgir
um voo lento
sem causa dominadora, sem tempo;
Neste mundo errado
Apenas desejo o limite que pode ser pensado
Um acaso não proporcionaria tamanha felicidade
e nada disto é complicado
Procurando a finalidade das coisas criadas
Encontro respostas inusitadas
Perco-me com tanta simplicidade
A razão de mim se evade.
E o sono é a fuga perfeita
para o demesurado sentimento
Afago o pesar emergente
Conservo-me neste estado atraente
De apenas me contentar
Não de viver, mas de sonhar.
terça-feira, 15 de maio de 2012
João Viveu?
João Nasceu
João cagou
João mijou
João dormiu
João estudou
João cagou
João mijou
João dormiu
João esperou
João cagou
João mijou
João dormiu
João trabalhou
João cagou
João mijou
João dormiu
João trabalhou
João cagou
João mijou
João dormiu
João morreu
João não cagou
João não mijou
João sempre dormiu
p.s. e um pouco sonhou
João cagou
João mijou
João dormiu
João estudou
João cagou
João mijou
João dormiu
João esperou
João cagou
João mijou
João dormiu
João trabalhou
João cagou
João mijou
João dormiu
João trabalhou
João cagou
João mijou
João dormiu
João morreu
João não cagou
João não mijou
João sempre dormiu
p.s. e um pouco sonhou
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Les enfants terribles Nº1
Já estão defendidos os dois primeiros textos da edição em papel:
Breves contos de coisa nenhuma I
Futebol na Polinésia Francesa
Breves contos de coisa nenhuma I
Futebol na Polinésia Francesa
sábado, 21 de abril de 2012
NÃO FIQUE EM CIMA DO MURO
Porque existe futebol na Polinésia Francesa, les enfant terrible será será editado! primeiro numero vai sair no mês de Junho.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Deus? Nunca ouvi falar
Este o Mundo onde se grita bem alto
O nada.
Este o Mundo onde tudo e todos têm a boca no dever
E com ele lavam as suas roupas e as suas crianças.
Mas há quem por ele não tenha nascido
E não ouça o seu canto
Quem por ele não sacrifique o seu sangue
Quem nada deva.
Eis o guerreiro do sentimento pensado!
Entregue a essa ousadia
Escrita não se sabe por quem.
Se lhe dizem que não é
Pelo simples facto de poder não vir a ser
Responde com o silêncio de um desprezo,
Desembrulhado sem dificuldade.
E nunca olhando para trás
Atropela Deus.
O nada.
Este o Mundo onde tudo e todos têm a boca no dever
E com ele lavam as suas roupas e as suas crianças.
Mas há quem por ele não tenha nascido
E não ouça o seu canto
Quem por ele não sacrifique o seu sangue
Quem nada deva.
Eis o guerreiro do sentimento pensado!
Entregue a essa ousadia
Escrita não se sabe por quem.
Se lhe dizem que não é
Pelo simples facto de poder não vir a ser
Responde com o silêncio de um desprezo,
Desembrulhado sem dificuldade.
E nunca olhando para trás
Atropela Deus.
O seu discurso
Testemunhei o fracasso de muitos
E muitos vi rebaixarem-se
A quem eles próprios criaram
Também eu suguei muitas vidas
Outras escaparam-se-me
Deslizando entre as minhas limitações
Pequenos pontos dispersos
Na superfície do meu pensamento
São apenas desperdícios já digeridos
Não ameaçam abrandar
A marcha celeste
Pois em mim o passado não tem lugar.
O ritmo dessa realidade
Que não é a minha
Molda a ilusão de quem vê sentindo
Voa baixa a luz dessas criaturas
Não me desvio
Não posso
O meu olhar está preso no Além
E muitos vi rebaixarem-se
A quem eles próprios criaram
Também eu suguei muitas vidas
Outras escaparam-se-me
Deslizando entre as minhas limitações
Pequenos pontos dispersos
Na superfície do meu pensamento
São apenas desperdícios já digeridos
Não ameaçam abrandar
A marcha celeste
Pois em mim o passado não tem lugar.
O ritmo dessa realidade
Que não é a minha
Molda a ilusão de quem vê sentindo
Voa baixa a luz dessas criaturas
Não me desvio
Não posso
O meu olhar está preso no Além
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