Transforma-se em náusea
O vento que te sopra
O desejo que te empurre
Num mar que se perde
Na matéria que se assume
Intemporal o desafio
Os obstáculos que derruba
O marinheiro que fuma
Em transe onírico
Nos recessos da alma
Inconscientes nos sentávamos
Na proa do passado
E ao futuro reservamos
Os excessos que não fizemos
Naquele outro mundo
Imaginávamos os Açores
Dos gigantes adormecidos
Ate desabarem os olhares
No espesso das rochas
No concreto do céu
Á deriva sob um tecto
De um império particular
Em descrédito nos encontro
A manchar com ficção
O bom nome deste lugar.
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