Águas turvas
Ocorreu-me que talvez não pertenças a este Mundo
Talvez vivas num outro que desconheço.
Vives cercada de espelhos
E entregas a tua dor ao Tempo.
Porém, também eu me ajoelho
Quando Ele passa discreto
Mas a dor não deixo que a leve;
Que leve antes a tua memória
Enquanto não é dor.
É da janela que vês a lua
(porque toda a grandeza ainda te deixa sem fôlego)
Sei também que me desprezas,
Tanto quanto ao amor
No entanto é evidente que dele dependes
E tão bom quando o mostras.
Troquei-te por outra oportunidade
Já retirei tudo de ti,
Agora deixo-te.
Continuarei a pelejar do teu lado
Com as nossas mãos quase tocando-se
Embora eu rasteje no chão em que te ergues.
Se este blog tivesse uma representação humana esta seria sua cara, e a sua boca diria sempre no final de cada frase "Embora eu rasteje no chão em que te ergues".
ResponderEliminar