As sombras cruzam-se com a calçada,
Numa bela dança estática
Que a luz dilui num clarão,
Rajada de prismas
Decompostos em dor
Êxtase em estado puro
Rodando sem dimensão.
Olhares incestuosos
Queimam manifestos,
Corpos banhados
Por consciências em ebulição,
Dinâmica folheatura
Exaltando liberdade,
Prazer com perdão.
Carrossel de escondidos sorrisos
Rodando com o fulgor de quem
Faz inveja ao sol,
Esse meigo acto de cocainizar
Ávido de ti,
É magismo aquecendo o paladar
Pó transformado em ilusão.
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