Levado pelo ritmo de uma música vou lá atrás onde fiquei caído.
Sempre falei do tempo e sempre o escrevi como sendo traiçoeiro,
Faço-me de esquecido
mas, não há verdade maior do que o tempo que passa
Se descobrir uma palavra para a sua ausência
deixo de escrever sobre ele
Não é a eternidade que procuro,
ela só me iria contradizer
Apenas peço um momento suficientemente pequeno
para se perder de si mesmo
e de tal maneira obsceno
que me faça desistir da ideia de o recuperar
Por muito que a indecisão me empurre para a noite
É com pratica que se chega à perfeição
mas também não é o que procuro,
não saberia como parar.
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