Sei que me olhas
Com vontade de saltar.
Areeiro, 12:45
O metro passa,
Corta-nos a visão
Fez-se luz em ti.
Tens fome?
Eu não.
Retribuo com desprezo
Esse teu "amar".
Continuo mergulhado
Em mínimas importâncias
Por assim dizer...
Fizeram de mim
Homem astuto
Não mais crente
Nas verdades frias
As que me vendias
Ao som de uma qualquer música
Da Maria Bethânia.
Hoje sou eu que toco a musica
Tu danças grosseiramente
Bate forte o arrependimento
Não tens ritmo nenhum.
Danças sozinha
E aquele erro que me deste a beber
Matou a sede do duro crescimento
Tolice!
Não a tua
Apenas a minha
Hoje sou senhor de mim.
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